segunda-feira, 10 de março de 2014

Ser feliz sozinho é mais fácil

Não é segredo pra ninguém. Não seja hipócrita ao ponto de afirmar isso com toda a certeza que puder entonar na voz. Faça que nem eu, coloque isso em palavras. O efeito é melhor.

Sim. Ser feliz sozinho é sempre mais fácil. Tu só te preocupa com o próprio umbigo, toma decisões sozinho, escolhe as roupas sem ligar pra opinião do outro, afinal, está sozinho. Fica livre de compromissos, finais de semana planejados, esforços para manter a relação, ideias de passeios, saídas, presentes em datas comemorativas e assim por diante. Quando se está sozinho, a tua única preocupação, é que cueca tu vai colocar pra ir trabalhar no outro dia.

Mas quando tu fica soltando sorrisos bobos no meio da noite, sem entender o porquê, dai tu começa uma reflexão, do momento, do instante, do abraço que te envolve neste momento. Do sorriso que a dias tu mantem no rosto. Sustenta uma felicidade sem precedentes. Uma felicidade nova. De uma vida nova, com gosto de amor antigo. Sim!

Tu te torna hipócrita, mas com uma boa causa, o bom hipócrita, em que vale a pena abrir mão de teorias, temas, ordens pra assumir que tá muito fácil ser feliz à dois. 

Como dar gargalhadas de madrugada sozinho? Como planejar passeios, saídas, viagens, como escolher uma roupa legal sozinho? Como se compromissar com finais de semana cuidadosamente planejados e maravilhosamente aproveitados sem plano algum sozinho? Como começar a pensar dois meses antes em um presente de aniversário sozinho? Como chegar a conclusão de que é possível ser feliz a dois, continuar sendo tu mesmo, em paz, sozinho?

A felicidade à dois, quando tem que acontecer, fica fácil fácil. Se torna felicidade. A ideia de que sozinho alcançamos a felicidade mais fácil, some. É retirada de circulação. É criticada. É inaceitável. É discriminada. Por aqueles que alcançam a felicidade juntos.

Na maior simplicidade, cumplicidade. Nos planos que não ultrapassam o fim da semana, no cheiro que fixa em horas, no carinho que cresce em semanas. No amor que aparece nos meses.

No fim, naquele término de início da madrugada, entre um sorriso bobo e um beijo, entre abraços e cheiros, a conclusão é unanime. Ser feliz à dois, nunca foi tão feliz, tão fácil, tão certo. Tão de verdade.

"Um amor vai curando o outro, até que a gente encontre um que não machuque, que não maltrate, e que não deixe o próximo existir"

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