As vantagens de ser um eterno apaixonado, é não estar apaixonado por ninguém, mas poder sentir queimar a cada novo olhar, a cada toque, a cada beijo.
Arrepiar com cada caricia despretensiosa, suspirar ao vê-la, abraçar-te como se o mundo fosse acabar depois do último beijo e desejar poder dar aquele bom dia, com sussurros no ouvido do coração todas as manhãs frias, e nas quentes também.
Poder sentir um frio na barriga por ver-se deixado de lado por causa de suas amigas. É ruborizar a face quando me olha de maneira reconfortante, como quem diz, depois eu te pego.
Ter palpitações em chegar e não te ver, mas avançar para a taquicardia quando chega de surpresa. Se arrepender de não ter te beijado naquele tchau ou naquela noite, no verão.
Pensar em todos os verões, de todas as noites, e das duas últimas manhãs.
Vantagens de revelar o segredo do porquê escrevo, continuar escrevendo, desconversar na escrita os motivos e me contradizer dizendo que sou um eterno apaixonado, mas afirmar não estar apaixonado por ninguém.
Essa minha mania de aproveitar as situações, e fazer tudo virar texto... Até que eu acorde do sonho acordado e volte a dormir.
Quando se olha para um ponto qualquer, vemos então o horizonte. Ele é lindo. Vemos no horizonte nossos futuros, lembramos nosso passado, e até vivemos nosso presente. E também, olhando para ele imaginamos um de nossos futuros, planejamos esse futuro e acreditamos que um dia ele vai virar presente.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Se minhas coronárias fossem mais velhas
Agora, um pouco de ciência médica... Um infarto agudo do miocárdio, para os íntimos, IAM, é quando uma parte do músculo cardíaco deixa de ser irrigado por sangue, logo deixa de ser oxigenado e então, dói, pois o coração nada mais é que um músculo que dói quando falta oxigênio.
Um IAM em pessoas mais velhas, acima dos 50 anos, por ai, é menos perigoso se eu, com 20 anos, tivesse um. Isto porque as coronárias, que são as artérias que irrigam o coração, com o tempo, aprender a criar atalhos, saídas para pequenas obstruções. Um coração jovem, não tem dessas artimanhas. Um infarto num coração de 20 anos seria fatal.
Agora, pensem comigo, falando metaforicamente, com licença poética para dizer que o coração tem formato "S2". O tempo, as experiências, nos dão conhecimento e táticas para nos livrar-nos dos infartos da vida, poeticamente falando, claro.
Vai se vivendo, vendo, aprendendo e acontecendo. Criando pontes em nossas coronárias, para desviar o fluxo sanguíneo da área obstruída por aquela infeliz agregação plaquetária que tem nomes, sobrenomes e tons de cabelo.
Me perguntam, e muitas vezes, se estou apaixonado, sempre tenho a resposta na ponta da língua: sou um eterno apaixonado. Me perguntaram qual o sinal que dou quando estou apaixonado. Escrevo. Se deixar de estar apaixonado, deixarei de escrever, ai sim eu infarto.
A eterna paixão vem das minhas coronárias, que são novas e não se importam com as isquemias que provocam no músculo cardíaco.
Se minhas coronárias fossem mais velhas, queria que fossem como são hoje, permitindo esta magia de se apaixonar a cada beijo, a cada lembrança de olhar, a cada mordiscada nos lábios.
E por que não?
Criando pontes, acaba-se esta magia, entra na monotonia, na seriedade do compromisso, na aliança social, no comprometimento social e familiar.
Já me disseram que me apaixono fácil. E posso discordar? Talvez sim, talvez não. Talvez eu nunca deixe de estar apaixonado o que não significa que tenha uma "agregação plaquetária" em especial.
Se apaixonar pelo beijo dado escondido
pelo chamado sem vergonha
pelas mordidas dada nos lábios
pelos beijos sem jeito
pelos carinhos na nuca
pelo medo de sermos descobertos
pelo gostoso do escondido.
Pelo olhar de quem quer deixar de ser menina
pela magia do tempo
pelo tempo de espera
pelo pouco tempo descontado
pela lembrança do pouco tempo
pela vontade de mais uma dose.
Se apaixonar para viver, viver se apaixonando. Viver apaixonado. Viver escrevendo.
Se minhas coronárias fossem mais velhas, se elas criassem pontes, talvez eu nem escreveria, talvez nem começasse este texto. Não teria assunto. Teria menos insônia, mais noites bem dormidas, menos pensamentos alheios, menos distrações. Menos paixões.
É, não, deixa elas assim, novas, sem o conhecimento do desvio de fluxo, sem conhecer os atalhos. Eu gosto de escrever e gosto mais ainda, de me apaixonar.
Um IAM em pessoas mais velhas, acima dos 50 anos, por ai, é menos perigoso se eu, com 20 anos, tivesse um. Isto porque as coronárias, que são as artérias que irrigam o coração, com o tempo, aprender a criar atalhos, saídas para pequenas obstruções. Um coração jovem, não tem dessas artimanhas. Um infarto num coração de 20 anos seria fatal.
Agora, pensem comigo, falando metaforicamente, com licença poética para dizer que o coração tem formato "S2". O tempo, as experiências, nos dão conhecimento e táticas para nos livrar-nos dos infartos da vida, poeticamente falando, claro.
Vai se vivendo, vendo, aprendendo e acontecendo. Criando pontes em nossas coronárias, para desviar o fluxo sanguíneo da área obstruída por aquela infeliz agregação plaquetária que tem nomes, sobrenomes e tons de cabelo.
Me perguntam, e muitas vezes, se estou apaixonado, sempre tenho a resposta na ponta da língua: sou um eterno apaixonado. Me perguntaram qual o sinal que dou quando estou apaixonado. Escrevo. Se deixar de estar apaixonado, deixarei de escrever, ai sim eu infarto.
A eterna paixão vem das minhas coronárias, que são novas e não se importam com as isquemias que provocam no músculo cardíaco.
Se minhas coronárias fossem mais velhas, queria que fossem como são hoje, permitindo esta magia de se apaixonar a cada beijo, a cada lembrança de olhar, a cada mordiscada nos lábios.
E por que não?
Criando pontes, acaba-se esta magia, entra na monotonia, na seriedade do compromisso, na aliança social, no comprometimento social e familiar.
Já me disseram que me apaixono fácil. E posso discordar? Talvez sim, talvez não. Talvez eu nunca deixe de estar apaixonado o que não significa que tenha uma "agregação plaquetária" em especial.
Se apaixonar pelo beijo dado escondido
pelo chamado sem vergonha
pelas mordidas dada nos lábios
pelos beijos sem jeito
pelos carinhos na nuca
pelo medo de sermos descobertos
pelo gostoso do escondido.
Pelo olhar de quem quer deixar de ser menina
pela magia do tempo
pelo tempo de espera
pelo pouco tempo descontado
pela lembrança do pouco tempo
pela vontade de mais uma dose.
Se apaixonar para viver, viver se apaixonando. Viver apaixonado. Viver escrevendo.
Se minhas coronárias fossem mais velhas, se elas criassem pontes, talvez eu nem escreveria, talvez nem começasse este texto. Não teria assunto. Teria menos insônia, mais noites bem dormidas, menos pensamentos alheios, menos distrações. Menos paixões.
É, não, deixa elas assim, novas, sem o conhecimento do desvio de fluxo, sem conhecer os atalhos. Eu gosto de escrever e gosto mais ainda, de me apaixonar.
sábado, 24 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Do acontecer
E quando vê, só precisamos do momento certo e então, acontece. Simples assim. Bom dia...
sábado, 17 de agosto de 2013
Medos de um recém formado
Todo mundo deve ter este pensamento quando chega ao fim, uma etapa de suas vidas, eu, tive hoje..
"Nossas amizades, nosso ciclo de amizade de hoje, possivelmente é diferente da que tínhamos 5 ou 10 anos atrás".
Li essa frase em mais um texto genial, de um blog que acompanho e recomendo, o Entenda os Homens, muito bom mesmo. Lia um texto sobre a entropia, nas pessoas, enfim, só pra servir de introdução para o meu este post mesmo, nada muito a ver.
Detalhe, a música de fundo era Pais e Filhos.
Começou a vir um turbilhão de coisas na minha cabeça, desde a capacidade de mudança dos indivíduos até as amizades de infância que hoje estão perdidas.
A algumas semanas, uma grande amiga minha, lá do ensino fundamental, veio falar comigo. Fazia realmente muito tempo que não nos falávamos e isto que eramos inseparáveis nos tempos de escola. Mas por isto ou aquilo, acabamos por nos afastar. Mas amizade que é amizade, sempre vive.
Lembramos dos tempos antigos, contamos as novidades da vida, emprego, vida profissional, pessoal. Combinamos que marcaríamos algo, para relembrar os velhos tempos, conversar e rir como fazíamos, tocar um bom violão. Não nos falamos mais, mais a ideia ainda está em pé, e quero que nos encontremos logo.
Ai comecei a pensar, por que as pessoas tem que passar por nossas vidas, e depois se afastar? Por que não continuamos com os mesmos ciclos de amizades? Claro que novas amizades são importantes. Fiz amigos simplesmente genais nestes últimos dois anos, desde o pré-vestibular até o curso técnico.
De repente, me veio vários medos a mente. Hoje mesmo, quando parabenizava duas amigas, amigas mais que colegas, pela vaga conquistada em uma grande Instituição de saúde da Capital, falava para elas não me abandonarem, para não nos afastarmos. Elas me prometeram o mesmo, que se cumpra a promessa.
Tenho tantas pessoas especias, que de repente me bateu este medo de perde-las.
No ensino médio, por exemplo. Ainda encontro com alguns colegas, mas as minhas melhores amigas, por exemplo, tenho pouco contato. Por quê? Por que é tão difícil manter o cultivo dessas amizades?
Meu irmão, meu melhor amigo, com quem sempre dividi tudo e mais um pouco, vejo ele quase nunca. Sinto falta deste convívio.
A minha resposta, foi por preguiça. Sim. Temos preguiça, combinamos e combinamos e nunca marcamos nada. Correria com faculdade, cursos técnicos, vida pessoal, emprego, acaba nos cansando. Isso faz mal.
Hoje em dia, tenho pessoas mais do que especiais na minha vida. Continuo com meus, agora, colegas de profissão, que foram as minhas últimas aquisições em termos de amizades. Minha cabeça gira quando penso que amanhã ou depois, pode estar fazendo um ano, dois anos que nos formamos e não nos falamos mais. Vou fazer de tudo para que isso não aconteça. Dou a minha palavra.
E como vai ser depois destes anos de formado? E como vai ser depois do vestibular?
Outro lugar de adquirir amizades, o pré-vestibular, hoje as pessoas mais próximas de mim, com quem divido cada detalhe, desde a conquista do primeiro emprego, até o ponto de mandar uma foto do meu carimbo novo ou da minha carteira do Conselho.
Será que vamos nos perder assim também? Ou será que as amizades no mundo dos adultos são mais fáceis de ser mantida?
O fato é que me bateu um medo, repentino, desta "perda", de amanhã não ter mais estas pessoas tão especiais pra mim. E sei que não são de momentos, são para a vida.
Uns continuarei encontrando pelos corredores do Hospital, outros em cursos, simpósios, semanas de Enfermagem. Uns, teremos que largar de mão a preguiça, levantar a bunda da cadeira do computador, e ir atrás deles. Outros, espero almoçar todos os dias nos RU's da vida.
Não importa como, não importa o esforço, todo é válido, porque amizade é uma coisa eterna, e é de verdade. Logo, nunca morrerá.
"Nossas amizades, nosso ciclo de amizade de hoje, possivelmente é diferente da que tínhamos 5 ou 10 anos atrás".
Li essa frase em mais um texto genial, de um blog que acompanho e recomendo, o Entenda os Homens, muito bom mesmo. Lia um texto sobre a entropia, nas pessoas, enfim, só pra servir de introdução para o meu este post mesmo, nada muito a ver.
Detalhe, a música de fundo era Pais e Filhos.
Começou a vir um turbilhão de coisas na minha cabeça, desde a capacidade de mudança dos indivíduos até as amizades de infância que hoje estão perdidas.
A algumas semanas, uma grande amiga minha, lá do ensino fundamental, veio falar comigo. Fazia realmente muito tempo que não nos falávamos e isto que eramos inseparáveis nos tempos de escola. Mas por isto ou aquilo, acabamos por nos afastar. Mas amizade que é amizade, sempre vive.
Lembramos dos tempos antigos, contamos as novidades da vida, emprego, vida profissional, pessoal. Combinamos que marcaríamos algo, para relembrar os velhos tempos, conversar e rir como fazíamos, tocar um bom violão. Não nos falamos mais, mais a ideia ainda está em pé, e quero que nos encontremos logo.
Ai comecei a pensar, por que as pessoas tem que passar por nossas vidas, e depois se afastar? Por que não continuamos com os mesmos ciclos de amizades? Claro que novas amizades são importantes. Fiz amigos simplesmente genais nestes últimos dois anos, desde o pré-vestibular até o curso técnico.
De repente, me veio vários medos a mente. Hoje mesmo, quando parabenizava duas amigas, amigas mais que colegas, pela vaga conquistada em uma grande Instituição de saúde da Capital, falava para elas não me abandonarem, para não nos afastarmos. Elas me prometeram o mesmo, que se cumpra a promessa.
Tenho tantas pessoas especias, que de repente me bateu este medo de perde-las.
No ensino médio, por exemplo. Ainda encontro com alguns colegas, mas as minhas melhores amigas, por exemplo, tenho pouco contato. Por quê? Por que é tão difícil manter o cultivo dessas amizades?
Meu irmão, meu melhor amigo, com quem sempre dividi tudo e mais um pouco, vejo ele quase nunca. Sinto falta deste convívio.
A minha resposta, foi por preguiça. Sim. Temos preguiça, combinamos e combinamos e nunca marcamos nada. Correria com faculdade, cursos técnicos, vida pessoal, emprego, acaba nos cansando. Isso faz mal.
Hoje em dia, tenho pessoas mais do que especiais na minha vida. Continuo com meus, agora, colegas de profissão, que foram as minhas últimas aquisições em termos de amizades. Minha cabeça gira quando penso que amanhã ou depois, pode estar fazendo um ano, dois anos que nos formamos e não nos falamos mais. Vou fazer de tudo para que isso não aconteça. Dou a minha palavra.
E como vai ser depois destes anos de formado? E como vai ser depois do vestibular?
Outro lugar de adquirir amizades, o pré-vestibular, hoje as pessoas mais próximas de mim, com quem divido cada detalhe, desde a conquista do primeiro emprego, até o ponto de mandar uma foto do meu carimbo novo ou da minha carteira do Conselho.
Será que vamos nos perder assim também? Ou será que as amizades no mundo dos adultos são mais fáceis de ser mantida?
O fato é que me bateu um medo, repentino, desta "perda", de amanhã não ter mais estas pessoas tão especiais pra mim. E sei que não são de momentos, são para a vida.
Uns continuarei encontrando pelos corredores do Hospital, outros em cursos, simpósios, semanas de Enfermagem. Uns, teremos que largar de mão a preguiça, levantar a bunda da cadeira do computador, e ir atrás deles. Outros, espero almoçar todos os dias nos RU's da vida.
Não importa como, não importa o esforço, todo é válido, porque amizade é uma coisa eterna, e é de verdade. Logo, nunca morrerá.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Pela vontade de escrever
Hoje, já não mais evito os ônibus, com medo de te encontrar. Até os procuro, pra ver do que poderia dar.
Não tenho mais medo, já não me calafrios quando penso em ti. Quando penso que posso te encontrar nestes ônibus.
Alguns dirão que escreve por saudade.
Sempre querendo saber mais de mim do que eu próprio. Do que eu sinto. Ou do que eu nem sinto mais.
Digo que escrevo porque me deu vontade. Simples. Sempre foi este o motivo para escrever. A vontade. Vontade de que me veja, e perceba com estou bem.
Feliz, por que não.
A felicidade está quando alcançamos o equilíbrio.
Com um peso a mais, nunca seria possível.
A felicidade não está quando guardamos aquilo que nos deixa infelizes. Guardar os motivos faz com que damos combustível para a infelicidade.
A felicidade está, quando conseguimos lembrar, e não sentirmos remorso, raiva, inquietude, angustia e nem saudade. Fica só o sentimento de que passou. E mudamos. E sobrevivemos.
E estamos bem. Feliz.
Não tenho mais medo, já não me calafrios quando penso em ti. Quando penso que posso te encontrar nestes ônibus.
Alguns dirão que escreve por saudade.
Sempre querendo saber mais de mim do que eu próprio. Do que eu sinto. Ou do que eu nem sinto mais.
Digo que escrevo porque me deu vontade. Simples. Sempre foi este o motivo para escrever. A vontade. Vontade de que me veja, e perceba com estou bem.
Feliz, por que não.
A felicidade está quando alcançamos o equilíbrio.
Com um peso a mais, nunca seria possível.
A felicidade não está quando guardamos aquilo que nos deixa infelizes. Guardar os motivos faz com que damos combustível para a infelicidade.
A felicidade está, quando conseguimos lembrar, e não sentirmos remorso, raiva, inquietude, angustia e nem saudade. Fica só o sentimento de que passou. E mudamos. E sobrevivemos.
E estamos bem. Feliz.
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