Os olhos não se cruzam, pois eles ainda temem verdades. Não dúvidas, mas a verdade, e eles sabem o que é. Mas o toque, eles se procuram tímidos, receosos, aos poucos, mas por fim, se aconchegam.
Aos poucos, no cruzar das estrelas, um forte aperto de mão acontece, entre uma carícia e outra. Os olhares continuam a não se cruzarem, talvez por ainda temer. Talvez por ainda confusos. Talvez por ainda não saber.
Pra outra dimensão vão. Em outra dimensão estão. Sem saber a dimensão do que acontece. O natural acontece, sem a percepção de nenhum. Ou com percepção.
No sorriso bobo na despedida breve de fim de semana, carregado com carinho, do carinho das carícias, que o olhar também carrega, tão forte e intenso quanto os entrelaçar dos dedos.
Nas carícias despretensiosas, daquelas de fazer o coração das saltos de serem ouvidos de fora, nasce o carinho da flor, da pele, do toque.
Dos olhos que desviam, carícias ainda tem, na vergonha do olhar, pela timidez ou pelo duvidar, está o carinho também.
Nos dedos que se entrelaçam, nos olhares que se desviam, nas carícias que encontram estrelas se cruzando, nos corações latindo, nos sonhos lembrados. Pensamento único.
Quando se olha para um ponto qualquer, vemos então o horizonte. Ele é lindo. Vemos no horizonte nossos futuros, lembramos nosso passado, e até vivemos nosso presente. E também, olhando para ele imaginamos um de nossos futuros, planejamos esse futuro e acreditamos que um dia ele vai virar presente.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Feia mania
Tenho a feia mania só lutar por aquilo que tenho certeza que alcançarei. Por objetivos concretos, dependentes somente de mim. Não arrisco fora do meu alcance. Não piso no terreno do outro. Não avanço sem saber que vai dar certo.
Erro irracional. Imoral. Imortal. Mortal.
Faço se tiveres vontade, beijo se me quiseres. Amo explicitamente se me amares em segredo. Te zelo se aceitar proteção. Te bajulo quando te enaltece.
Por que não lutar, mesmo que sozinho, mesmo que batendo com a cara no muro, quando se tem a vontade, quando vem o desejo, os dedos?
Acho que é meu dilema de vida. Luto por tudo, desde que dependa somente de mim, vou atrás, batalho, conquisto. Sou o que sou por essa minha eterna vontade de ser.
Estou como estou, por essa besta, e feia mania de só lutar por aquilo que sei que alcançarei.
Quem sabe mudo?
Erro irracional. Imoral. Imortal. Mortal.
Faço se tiveres vontade, beijo se me quiseres. Amo explicitamente se me amares em segredo. Te zelo se aceitar proteção. Te bajulo quando te enaltece.
Por que não lutar, mesmo que sozinho, mesmo que batendo com a cara no muro, quando se tem a vontade, quando vem o desejo, os dedos?
Acho que é meu dilema de vida. Luto por tudo, desde que dependa somente de mim, vou atrás, batalho, conquisto. Sou o que sou por essa minha eterna vontade de ser.
Estou como estou, por essa besta, e feia mania de só lutar por aquilo que sei que alcançarei.
Quem sabe mudo?
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