quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Das Teorias

Disseram-me que minhas teorias são boas, minhas metáforas também. Talvez seja somente pela leitura de olhos apaixonados ou, devem ser um pouco boas mesmo. O fato, é que não me canso de escrever sobre novas teorias e criar novas metáforas para arrancar sorrisos de orelha à orelha às sete da manhã de uma segunda-feira.

Planejar, nem sempre é sinônimo de que vai dar certo. Fazemos planos, criamos futuros, criamos filhos, cachorros e até papagaios se tivermos vontade. Olhamos vários e vários horizontes, caímos em alguns precipícios, faz parte.

De repente, não planejamos, não esperamos, nem mesmo idealizamos. Nada de filhos, de papagaios, talvez cachorros, vários, e vira-latas, pois eles são mais dóceis, e adotados, porque comprar é um insulto com tantos pobrezinhos nas ruas.

Planos são, em alguns itens, quase que necessários. Mas sem planos, sem a esperança de que tudo corra bem, sem a grande expectativa se ele vai ligar na manhã seguinte, a probabilidade de dar certo, aumenta.

Se tu esperou muito por algo, mas muito mesmo e não aconteceu, a frustração é eminente. Irá se frustrar, sair machucado, magoado.

Quando não esperamos por nada, nem imaginamos receber uma mensagem se quer no dia seguinte, qualquer bom dia com um "oi" sem jeito, torna-se o bom dia mais lindo da tua semana, daqueles de te deixar de bem com a vida. Com tudo.

Se não esperamos por nada, o que der certo, não importa o quão certo, já é muito. Já é bom. Já é certo.

Não aconselho a dispersarmos todos nossos planos, nossas metas e afins só para que sempre tenhamos o gostinho de que deu certo. 

Tenha planos, crie horizontes, pense nos precipícios, se organize. Mas, quando for necessário, jogue tudo pro alto, ligue o modo "foda-se" e vá, mas vai sem medo, e se der medo, vai igual, que um pouco de medo libera endorfinas e faz bem pra nós.

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