Os olhos não se cruzam, pois eles ainda temem verdades. Não dúvidas, mas a verdade, e eles sabem o que é. Mas o toque, eles se procuram tímidos, receosos, aos poucos, mas por fim, se aconchegam.
Aos poucos, no cruzar das estrelas, um forte aperto de mão acontece, entre uma carícia e outra. Os olhares continuam a não se cruzarem, talvez por ainda temer. Talvez por ainda confusos. Talvez por ainda não saber.
Pra outra dimensão vão. Em outra dimensão estão. Sem saber a dimensão do que acontece. O natural acontece, sem a percepção de nenhum. Ou com percepção.
No sorriso bobo na despedida breve de fim de semana, carregado com carinho, do carinho das carícias, que o olhar também carrega, tão forte e intenso quanto os entrelaçar dos dedos.
Nas carícias despretensiosas, daquelas de fazer o coração das saltos de serem ouvidos de fora, nasce o carinho da flor, da pele, do toque.
Dos olhos que desviam, carícias ainda tem, na vergonha do olhar, pela timidez ou pelo duvidar, está o carinho também.
Nos dedos que se entrelaçam, nos olhares que se desviam, nas carícias que encontram estrelas se cruzando, nos corações latindo, nos sonhos lembrados. Pensamento único.
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